Política via celular?

11/11/2009

Scott Goodstein, um dos estrategistas da campanha de Barack Obama, é especialista no uso de celulares e abordou a atuação desta mídia na campanha política, durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University.

Para ele o desafio em atuar com a comunicação via celular na política é o alto custo do serviço de transmissão de dados. Ele também afirma que nos EUA grande parte da população não tem acesso à tecnologia 3G, o que restringe a atuação dos possíveis apoiadores do candidato.

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TV, internet e política

09/11/2009

Jason Ralston, o responsável pela criação da publicidade da campanha presidencial de Barack Obama, comenta sobre como aliar política, internet e televisão. Durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University, o estrategista ressalta que a TV continua sendo o meio mais eficaz para convencer os eleitores.

Já o grande papel da internet é organizar os apoiadores do candidato. Para ele, o fato de usar novas tecnologias na campanha reforça a ideia de que o candidato é adepto a novidades, o que de certo modo faz com que o meio se torne parte da mensagem. Veja mais sobre a palestra de Jason no vídeo abaixo:

Ben Self comenta a relação entre política e internet

27/10/2009

Durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University, Ben Self, um dos estrategistas da campanha de Barack Obama, ressalta a importância da internet nas campanhas políticas e nas relações sociais.

Ben destaca que, atualmente, as pessoas buscam estreitar suas relações pela web, tendo como base experiências que proporcionam a interação e o engajamento. E essa não é uma exclusividade da política. Assita ao vídeo abaixo e saiba mais sobre o que foi discutido no seminário.

Os desafios da construção e manutenção da imagem pública de empresas e políticos, apresentação de Expedito Filho

20/10/2009

Expedito Filho é jornalista e diretor corporativo do Grupo Máquina, em Brasília. Em mais de 30 anos de carreira, foi repórter, repórter especial, editor e correspondente de veículos como Veja, Época, IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e rádio CBN. Ganhou mais de 15 prêmios de jornalismo ao longo da carreira, inclusive três prêmios Esso.

Saiba como foi a participação de Giangreco durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University:

O marketing político e o marketing institucional, apresentação de Rui Rodrigues

20/10/2009

Pós-graduado em economia pela FGV e atuando há mais de 20 anos no setor de comunicação, Rui Rodrigues é sócio e vice-presidente da MPM Propaganda. Ao longo de sua trajetória profissional, acumulou experiência em marketing institucional e político atuando em campanhas eleitorais no Brasil e no exterior, principalmente nas de Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998) e José Serra (2002). Rodrigues também coordenou a candidatura do Brasil como sede da Copa do Mundo da FIFA de 2014.

Resumo e videoanálise da palestra dos estrategistas de Obama

19/10/2009

A especialista em política digital Larissa Squeff, executiva da Máquina Web, faz uma análise dos principais tópicos abordados pelos estrategista da campanha eleitoral de Barack Obama durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University.

Micro-targeting and internet tested mail, apresentação de Peter Giangreco

19/10/2009

Formado em Ciência Política pela Universidade de Michigan e professor convidado das universidades de Chicago, Loyola e Harvard, Peter Giangreco é um dos maiores especialistas em mala direta dos Estados Unidos e foi o responsável pela estratégia de marketing direto e microtargeting da campanha presidencial de Barack Obama. Giangreco é socio do escritório The Strategy Group e possui mais de 20 anos de experiência atuando nas campanhas de Bill Clinton e Al Gore, além de ter assessorado o senador e ex-pré-candidato democrata John Edwards.

Saiba como foi a participação de Giangreco durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University:

MICRO-TARGETING
AND INTERNET TESTED MAIL

Internet e as redes sociais: aproximando pessoas, apresentação de Max Petrucci

19/10/2009

Sócio-fundador da Garage Interactive Marketing, Max Petrucci foi diretor de marketing de empresas como Gillette, Johnson’s, WebMotors e MSN. Nessa última, sediado em Londres, comandou um time responsável pela América Latina, Europa e Ásia. Antes de lançar a Garage no começo de 2006, foi responsável pelo lançamento do MSN Messenger no Brasil, um dos maiores sucessos da internet brasileira, hoje com cerca de 25 milhões de usuários.

Saiba como foi a participação de Max Petrucci durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University:

Como usar o celular na campanha politica, apresentação de Marcelo Castelo

19/10/2009

Formado em administração e pós-graduado em marketing pela FGV-SP, Marcelo Castelo é sócio-diretor de negócios mobile da F.biz. Já trabalhou em mais de 200 projetos voltados para dispositivos móveis. Além de palestrante, Marcelo faz parte da MMA (Mobile Marketing Association), colabora no comitê Mobile do IAB e ganhou o prêmio Personalidade Mobile do Ano da Cliente S.A. Editorialmente, é responsável pelo principal blof do mercado, o Mobilepedia.

Saiba como foi a participação de Marcelo Castelo durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University:

O mapa do eleitor americano, segundo os democratas

17/10/2009

Religioso? Republicano. Sindicalizado? Democrata. Costuma caçar? Republicano. Solteira? Democrata. Essas são algumas das tendências do eleitorado americano, segundo Peter Giangreco – um dos quatro estrategistas da campanha de Barack Obama que participaram do 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo.

Goodstein encerrou o evento, sobre o “efeito Obama” nas eleições pelo mundo, falando da estratégia de microtargeting na campanha do democrata. O microtargeting reúne informação altamente qualificada sobre o eleitorado. Com base em uma imensa base de dados, construída gradualmente, a equipe de Obama fazia intervenções mais precisas nas residências.

Por meio do recurso “porta em porta”, os voluntários batiam na casa de eleitores em seus bairros, após um mapeamento inicial feito pela equipe de campanha. O morador da casa era um idoso, com posse de armas e muito religioso? Então nem adiantava tocar a campainha ou enviar uma mala direta – provavelmente era um republicano empedernido e irrevogável.

Pelo contrário, se fosse uma mulher solteira ou viúva, de origem latina, ligada a algum sindicato, e ainda não estava cadastrada na campanha de Obama, aí valia tentar mais um voto. Isso não era feito por um militante qualquer a cair de pára-quedas na vizinhança, mas alguém do bairro, capaz de estabelecer uma conexão mais pessoal com o eleitor.

Todas essas informações sobre os cidadãos americanos foram obtidas de diversas formas. Por exemplo, dados das operadoras de cartão de crédito diziam se aquele morador tinha ou não comprado uma revista de caça – um provável republicano. “Cada vez que um americano passa o cartão sabe que está passando alguns dados”, explica Goodstein.

A definição detalhada do mapa eleitoral de uma região permitia à equipe de campanha focar onde se achava que podia ganhar. Dessa forma, os democratas conseguiram ganhar em estados como Carolina do Norte (mobilizando jovens, negros, mulheres solteiras), Lousiana e Indiana – onde não venciam desde Lyndon Johnson, em 1964. “Porque Barack Obama inspirou novas pessoas no eleitorado”, diz o estrategista.

Ele mostra que não se deve confundir mapeamento geográfico com microtargeting. O mapeamento geográfico pode ser obtido por uma pesquisa eleitoral – que mostra, por exemplo, que os eleitores da Vila Maria, em São Paulo, são conservadores. Mas quais são as casas dos conservadores e as dos demais? O microtargeting aumenta as chances de se encontrar um indeciso, a partir do perfil pessoal e dos hábitos de consumo.

Em Ohio, a campanha produziu uma revista chamada “Obama”, no estilo da antiga Life. O alvo eram os eleitores idosos. Na capa da revista estavam os pais de Obama. Ele, veterano do Exército. Assim, a campanha mexia com a nostalgia da Segunda Guerra Mundial, para tocar o coração dos eleitores – mostrando que Obama era alguém próximo deles.