Como o celular pode influenciar nas eleições?

O público-alvo de Scott Goodstein era gigantesco: 262 milhões de pessoas. Esse é o número de usuários de celular nos Estados Unidos – nada menos que 84% da população. As mensagens para celular foram uma das características inovadoras da campanha de Barack Obama à presidência.

A história dessas mensagens será contada por Goodstein no 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo. A iniciativa é da George Washington University. Considerado um dos atuais gurus das novas mídias nos Estados Unidos, ele falará na manhã do dia 16, o segundo dia do evento no hotel Renaissance.

Em entrevista ao Los Angeles Times, o estrategista observou que o celular é o único aparelho que realmente acompanha as pessoas – e isso entre 15 a 24 horas por dia. Para completar, atinge um público jovem, que pode ser um alvo preferencial de campanha.

Barack Obama falaria na televisão, por exemplo, em determinado programa. Como avisar os eleitores? Por e-mail o recado poderia demorar demais. A solução era o celular. Ou seja: diferentes tipos de informação motivam diferentes tipos de comunicação, diz Goodstein, sócio das empresas Catalyst Campaigns e Revolution Messaging.

Um momento-chave das novas mídias, para Goodstein, ocorreu durante um discurso de Obama no Congresso, no último dia 9 de setembro. O senador republicano Joe Wilson chamou o presidente de mentiroso – ofensa grave, nunca feita durante a gestão de George W. Bush.

Os efeitos foram vários. “Joe Wilson” tornou-se o item mais procurado no Google e no Twitter. As doações (eletrônicas) migraram rapidamente para seu concorrente democrata na Carolina do Sul. A página web do senador ficou congestionada. Ainda durante o discurso de Obama, outro republicano (o líder Eric Cantor) foi flagrado pelas câmeras de televisão utilizando seu BlackBerry. Pegou muito mal.

A utilização de mensagens para celulares no Brasil é um capítulo à parte, por conta de diferenças na legislação. Marcelo Castelo, da agência F.biz, fará uma exposição logo após de Goodstein, para falar das perspectivas locais de uso.

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