Mais poder político nas mãos do internauta

Se pegarmos um histórico das campanhas políticas brasileiras na televisão, não será difícil encontrar um caso de acusação contra um candidato baseado em resgate de algo que ele disse – ou até não disse. Certas frases infelizes (como “estupra, mas não mata”) podem marcar a carreira de um candidato e são utilizadas pelos seus adversários após um trabalho de pesquisa. Nem sempre a fala comprometedora foi dita em um ambiente como o Congresso, ou numa entrevista à televisão.

Com a internet, o eleitor ganha também um poder de atacar e defender cada candidato, a partir do que este tenha dito. Com o YouTube, por exemplo, a evidência pode ser apresentada por um internauta anônimo – sem passar pelo crivo de marqueteiros ou cúpulas de campanha. A editora-chefe do The Huffington Post, Arianna Huffington, citou uma vez um caso envolvendo o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos,  John McCain.

A campanha de McCain dizia que a governadora Sarah Palin se opunha a uma certa “ponte para lugar nenhum” no Alaska. Os internautas democratas, segundo ela, moveram uma campanha “obsessiva” para provar que isso não era verdade – a ponto de a campanha de McCain parar de negar o fato. “Em 2004, eles continuariam repetindo isso, pois o eco não teria sido tão evidente”, disse há um ano a editora, num seminário sobre o papel da web em São Francisco.

No Brasil, o que aconteceria hoje? Estamos mais perto da realidade de 2008 nos Estados Unidos ou da realidade de 2004?

A tese de empoderamento do eleitor é defendida por Jason Ralston, um dos quatro estrategistas da campanha de Obama que estarão em seminário da George Washington University, em São Paulo, na quinta-feira e na sexta-feira. Ele diz que esse poder ocorre na medida em que os eleitores se engajam num processo de diálogo. Tornam-se menos passivos e uma parte importante da campanha.

Políticos de todo o Brasil vão participar do 1º. Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, no hotel Renaissance.

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