Internet na campanha de Obama: “meio é a mensagem”

Jason RalstonA internet foi a melhor maneira de demonstrar ao eleitor americano que Barack Obama era o candidato do amanhã, do novo. “Foi um elemento da mensagem”, disse em São Paulo um dos estrategistas da campanha de Barack Obama, Jason Ralston, durante o seminário “Efeito Obama”, da George Washington University.

Ele citou diretamente a frase “o meio é a mensagem”, de Marshall McLuhan, para falar da importância da utilização da internet na campanha do democrata – na qual as palavras “mudança” e “esperança” eram fundamentais. “A internet transformou nossas campanhas”, disse.

Não que Ralston e os demais estrategistas – outros três deles presentes no 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing – tenham decidido tomar a internet isoladamente das outras mídias. Ele deixou claro durante sua fala que internet e televisão faziam parte de um esforço integrado de comunicação – ambos não eram um fim em si.

Na avaliação do especialista, Barack Obama não teria obtido em 2000 o mesmo sucesso – mesmo nas prévias democratas. “Em 2000, seria muito difícil ser candidato contra Hillary, pois ela levantaria muito mais dinheiro do que ele. E seria difícil competir com campanha de televisão. Por ser internet, e por ser capaz de desenvolver a campanha de maneira apaixonada, Obama conseguiu”, disse.

A estratégia de campanha de Obama foi mais horizontalizada do que a média. Houve uma busca do empoderamento das pessoas nos níveis locais. Ralston lembrou que muitas vezes as boas idéias vêm de fora do círculo. “Um dos vídeos mais baixados na internet foi produzido por um cantor de música pop”, contou.  Ele se refereia ao vídeo de Will.I.Am,  “Yes, We Can”:

Tanto internet como televisão tinham a ver com uma necessidade de campanha: velocidade. “Tudo era dedicado a fazer de Obama a principal história do dia”, disse Ralston.

As especificidades do candidato também influenciaram o formato. Por exemplo, logo se percebeu que não havia substituto para ele no caso de olhar as pessoas nos olhos. Por isso, optou-se por ele olhar diretamente para a câmera em muitos vídeos. “Era uma abordagem mais íntima de quem ele era”, contou o estrategista.

A campanha do democrata manteve ainda um site de defesa contra boatos: o  www.fightthesmears.com. “Boatos sobre seu histórico nos fizeram dormir até mais tarde”, disse Ralston.

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2 Respostas to “Internet na campanha de Obama: “meio é a mensagem””

  1. Stéphane Dias Says:

    Essa frase do McLuhan é realmente sábia. Na maioria dos casos, um tanto desprezada nas ações midiáticas.

  2. A estratégia de Obama, segundo Jason Ralston « O Efeito Obama Says:

    […] O Efeito Obama Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da The George Washington University « Internet na campanha de Obama: “meio é a mensagem” […]

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