Nos EUA, SMS para pessoas votarem mais cedo

scott_goodstein

O estrategista Scott Goodstein aponta uma diferença básica entre os emails e as mensagens por celular: 90% destas são, efetivamente, abertas pelo usuário – e a maior parte lidas. No caso dos emails, boa parte vai para o limbo. “Descobrimos que as pessoas gostavam de SMS”, afirmou, durante o seminário “efeito Obama”, em São Paulo.

Goodstein foi um dos coordenadores da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Mais precisamente, comandou a plataforma de comunicação via celular. As mensagens eram as mais específicas possíveis, contou, de acordo com a região dos eleitores.

Assim, os moradores da Carolina do Norte, por exemplo, foram estimulados pelos democratas a votar mais cedo. É que, em alguns estados, as pessoas podem votar com até  um mês de antecedência. Pela avaliação dos coordenadores, essa plataforma era a mais indicada para esse tipo de informação local.

Ele relatou uma pesquisa com adolescentes que mostrou a familiaridade deles com a ferramenta: 42% deles disseram ser capazes de enviar SMS até de olhos fechados. Isso mostraria que o SMS tornou-se uma forma de comunicação como as demais, não apenas algo d”e amigos para amigos”. Com isso, foi natural sua utilização para a troca de informações sobre campanha eleitoral.

“Nos EUA o número do celular é mantido por mais tempo que o endereço de email”, argumentou. O recurso foi utilizado também para informar as pessoas sobre o resultado das primárias, quando as apurações varavam a noite. “Quando as pessoas acordavam lá estava a mensagem com o resultado”, disse.

No Brasil ainda não há um histórico de campanha por celular. Marcelo Castelo, sócio da F.Biz, apresentou dados que,  segundo ele, mostram a tendência de utilização do meio por empresas e políticos. Em 2008, os brasileiros compraram 51 milhões de celulares, quatro vezes mais que o número de computadores e quase cinco vezes mais que o de televisores.

Além disso, o celular foi o segundo item mais lembrado como o mais importante, por 70% das pessoas. Atrás somente das TVs – “mas alguém aí está com uma TV embaixo do braço?”, perguntou à platéia presente no 1o. Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, promovido pela George Washington University.

“Em três ou cinco anos vai ter mais gente navegando pela internet no celular do que no computador”, afirmou Castelo. Hoje são 20 milhões de pessoas já navegando pelo celular. iPhones são somente 500 mil. “Então ninguém vai ganhar eleição fazendo aplicativo só para iphones”, observa.

Uma pesquisa feita pela F.Biz entre as 100 maiores empresas do Brasil mostrou que 94% delas não possuem site móvel, adaptado para usuários que acessam a internet pelo celular. Isso mostra que as instituições já devem ir se preparando para o novo tipo de navegação.

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2 Respostas to “Nos EUA, SMS para pessoas votarem mais cedo”

  1. José Adolfo Says:

    Tudo a ver com a materia http://idgnow.uol.com.br/telecom/2009/03/24/publicidade-movel-ganha-manual-tecnico-e-de-boas-praticas-no-brasil/

  2. Como usar o celular na campanha politica, apresentação de Marcelo Castelo « O Efeito Obama Says:

    […] Nos EUA, SMS para pessoas votarem mais cedo […]

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