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Ben Self comenta a relação entre política e internet

27/10/2009

Durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University, Ben Self, um dos estrategistas da campanha de Barack Obama, ressalta a importância da internet nas campanhas políticas e nas relações sociais.

Ben destaca que, atualmente, as pessoas buscam estreitar suas relações pela web, tendo como base experiências que proporcionam a interação e o engajamento. E essa não é uma exclusividade da política. Assita ao vídeo abaixo e saiba mais sobre o que foi discutido no seminário.

Nos EUA, SMS para pessoas votarem mais cedo

16/10/2009

scott_goodstein

O estrategista Scott Goodstein aponta uma diferença básica entre os emails e as mensagens por celular: 90% destas são, efetivamente, abertas pelo usuário – e a maior parte lidas. No caso dos emails, boa parte vai para o limbo. “Descobrimos que as pessoas gostavam de SMS”, afirmou, durante o seminário “efeito Obama”, em São Paulo.

Goodstein foi um dos coordenadores da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Mais precisamente, comandou a plataforma de comunicação via celular. As mensagens eram as mais específicas possíveis, contou, de acordo com a região dos eleitores.

Assim, os moradores da Carolina do Norte, por exemplo, foram estimulados pelos democratas a votar mais cedo. É que, em alguns estados, as pessoas podem votar com até  um mês de antecedência. Pela avaliação dos coordenadores, essa plataforma era a mais indicada para esse tipo de informação local.

Ele relatou uma pesquisa com adolescentes que mostrou a familiaridade deles com a ferramenta: 42% deles disseram ser capazes de enviar SMS até de olhos fechados. Isso mostraria que o SMS tornou-se uma forma de comunicação como as demais, não apenas algo d”e amigos para amigos”. Com isso, foi natural sua utilização para a troca de informações sobre campanha eleitoral.

“Nos EUA o número do celular é mantido por mais tempo que o endereço de email”, argumentou. O recurso foi utilizado também para informar as pessoas sobre o resultado das primárias, quando as apurações varavam a noite. “Quando as pessoas acordavam lá estava a mensagem com o resultado”, disse.

No Brasil ainda não há um histórico de campanha por celular. Marcelo Castelo, sócio da F.Biz, apresentou dados que,  segundo ele, mostram a tendência de utilização do meio por empresas e políticos. Em 2008, os brasileiros compraram 51 milhões de celulares, quatro vezes mais que o número de computadores e quase cinco vezes mais que o de televisores.

Além disso, o celular foi o segundo item mais lembrado como o mais importante, por 70% das pessoas. Atrás somente das TVs – “mas alguém aí está com uma TV embaixo do braço?”, perguntou à platéia presente no 1o. Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, promovido pela George Washington University.

“Em três ou cinco anos vai ter mais gente navegando pela internet no celular do que no computador”, afirmou Castelo. Hoje são 20 milhões de pessoas já navegando pelo celular. iPhones são somente 500 mil. “Então ninguém vai ganhar eleição fazendo aplicativo só para iphones”, observa.

Uma pesquisa feita pela F.Biz entre as 100 maiores empresas do Brasil mostrou que 94% delas não possuem site móvel, adaptado para usuários que acessam a internet pelo celular. Isso mostra que as instituições já devem ir se preparando para o novo tipo de navegação.

“Criar um foco e descobrir a paixão”, ensina o estrategista de Obama

15/10/2009

Ben Self insiste na importância do foco. Seja qual for o objetivo da campanha política, para uma pequena comunidade ou todo um país, o estrategista da campanha de Barack Obama considera fundamental a definição do objetivo: plantar 1 milhão de árvores em Nova York, desconstruir a mensagem dos ultranacionalistas britânicos, eleger um candidato, não importa. “Cria-se um ponto focal. Mas como levar entusiasmo a isso?”

Para o especialista, que abriu em São Paulo o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, contar histórias é um recurso central para a afirmação desse conteúdo – na forma de paixão. Ele exibiu um vídeo sobre Charles, um voluntário de Colorado. Dias antes de se tornar voluntário ele tinha perdido a esposa. Simpático, autêntico, atendia as pessoas num dos postos de campanha. Acabou ganhando um sorteio para se encontrar com Obama.

O vídeo de Charles enfatiza essa relação emocional com a candidatura. “É uma pessoa que me faz levantar todas as manhãs”, diz ele sobre Obama. “Vejo todos esses jovens trabalhando na campanha, fazendo algo para seus filhos e netos, e penso que em quatro anos eu não esteja mais por aqui”. Self diz que é esse tipo de coisa que faz as pessoas se motivarem. Confira

Ben Self: mais do que persuadir é preciso engajar voluntários

15/10/2009

Ben SelfA utilização da internet na campanha política não precisa visar o convencimento imediato do eleitor. Trata-se, antes disso, de formar uma rede de voluntários e de pessoas que convençam os demais – em suas comunidades, bairros etc. “Não usar a internet para persuadir, mas para engajá-las em um movimento”. Esse foi um dos recados principais dados por Ben Self, estrategista da campanha de Barack Obama, no 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo.

Self mostrou imagens tomadas pelo Google Earth de determinado bairro americano. Ali estavam assinaladas residêncis de apoiadores de Obama que, além de terem se cadastrado como voluntários, tinham fornecido seus endereços. Ao lado, o registro de casas de potenciais eleitores – especialmente os indecisos. “Queremos que você fale com essas pessoas”, instruía a campanha.

O fenômeno exposto pelo especialista é o de uma aproximação maior com o eleitor. Uma comunicação mais direta, menos dependente das mídias tradicionais. “Na mídia tradicional o eleitor tem de decidir a partir do que ela fala dos candidatos. E agora estamos falando de uma relação direta com os eleitores. Um relacionamento de ida e volta, de maneira que a pessoa possa interagir”.

A internet, e mais particularmente as mídias sociais, seriam instrumentos para essa comunicação. “Há quem não entenda que entrar no Facebook não é para uma campanha de popularidade, de quantos amigos tem. Mas sim para contar os eleitores e fazer uma nova campanha”, afirmou.

O ponto, enfatiza ele, é a construção de relacionamentos. “Talvez as táticas sejam diferentes de país para país”, assinala. Ele conta, por exemplo, que nos Estados Unidos as pessoas fazem reuniões em suas casas. Na Inglaterra isso seria impensável – lá, elas se reúnem mais em outros lugares, como igrejas.