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Como usar o celular na campanha politica, apresentação de Marcelo Castelo

19/10/2009

Formado em administração e pós-graduado em marketing pela FGV-SP, Marcelo Castelo é sócio-diretor de negócios mobile da F.biz. Já trabalhou em mais de 200 projetos voltados para dispositivos móveis. Além de palestrante, Marcelo faz parte da MMA (Mobile Marketing Association), colabora no comitê Mobile do IAB e ganhou o prêmio Personalidade Mobile do Ano da Cliente S.A. Editorialmente, é responsável pelo principal blof do mercado, o Mobilepedia.

Saiba como foi a participação de Marcelo Castelo durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University:

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Nos EUA, SMS para pessoas votarem mais cedo

16/10/2009

scott_goodstein

O estrategista Scott Goodstein aponta uma diferença básica entre os emails e as mensagens por celular: 90% destas são, efetivamente, abertas pelo usuário – e a maior parte lidas. No caso dos emails, boa parte vai para o limbo. “Descobrimos que as pessoas gostavam de SMS”, afirmou, durante o seminário “efeito Obama”, em São Paulo.

Goodstein foi um dos coordenadores da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Mais precisamente, comandou a plataforma de comunicação via celular. As mensagens eram as mais específicas possíveis, contou, de acordo com a região dos eleitores.

Assim, os moradores da Carolina do Norte, por exemplo, foram estimulados pelos democratas a votar mais cedo. É que, em alguns estados, as pessoas podem votar com até  um mês de antecedência. Pela avaliação dos coordenadores, essa plataforma era a mais indicada para esse tipo de informação local.

Ele relatou uma pesquisa com adolescentes que mostrou a familiaridade deles com a ferramenta: 42% deles disseram ser capazes de enviar SMS até de olhos fechados. Isso mostraria que o SMS tornou-se uma forma de comunicação como as demais, não apenas algo d”e amigos para amigos”. Com isso, foi natural sua utilização para a troca de informações sobre campanha eleitoral.

“Nos EUA o número do celular é mantido por mais tempo que o endereço de email”, argumentou. O recurso foi utilizado também para informar as pessoas sobre o resultado das primárias, quando as apurações varavam a noite. “Quando as pessoas acordavam lá estava a mensagem com o resultado”, disse.

No Brasil ainda não há um histórico de campanha por celular. Marcelo Castelo, sócio da F.Biz, apresentou dados que,  segundo ele, mostram a tendência de utilização do meio por empresas e políticos. Em 2008, os brasileiros compraram 51 milhões de celulares, quatro vezes mais que o número de computadores e quase cinco vezes mais que o de televisores.

Além disso, o celular foi o segundo item mais lembrado como o mais importante, por 70% das pessoas. Atrás somente das TVs – “mas alguém aí está com uma TV embaixo do braço?”, perguntou à platéia presente no 1o. Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, promovido pela George Washington University.

“Em três ou cinco anos vai ter mais gente navegando pela internet no celular do que no computador”, afirmou Castelo. Hoje são 20 milhões de pessoas já navegando pelo celular. iPhones são somente 500 mil. “Então ninguém vai ganhar eleição fazendo aplicativo só para iphones”, observa.

Uma pesquisa feita pela F.Biz entre as 100 maiores empresas do Brasil mostrou que 94% delas não possuem site móvel, adaptado para usuários que acessam a internet pelo celular. Isso mostra que as instituições já devem ir se preparando para o novo tipo de navegação.

Como o celular pode influenciar nas eleições?

06/10/2009

O público-alvo de Scott Goodstein era gigantesco: 262 milhões de pessoas. Esse é o número de usuários de celular nos Estados Unidos – nada menos que 84% da população. As mensagens para celular foram uma das características inovadoras da campanha de Barack Obama à presidência.

A história dessas mensagens será contada por Goodstein no 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo. A iniciativa é da George Washington University. Considerado um dos atuais gurus das novas mídias nos Estados Unidos, ele falará na manhã do dia 16, o segundo dia do evento no hotel Renaissance.

Em entrevista ao Los Angeles Times, o estrategista observou que o celular é o único aparelho que realmente acompanha as pessoas – e isso entre 15 a 24 horas por dia. Para completar, atinge um público jovem, que pode ser um alvo preferencial de campanha.

Barack Obama falaria na televisão, por exemplo, em determinado programa. Como avisar os eleitores? Por e-mail o recado poderia demorar demais. A solução era o celular. Ou seja: diferentes tipos de informação motivam diferentes tipos de comunicação, diz Goodstein, sócio das empresas Catalyst Campaigns e Revolution Messaging.

Um momento-chave das novas mídias, para Goodstein, ocorreu durante um discurso de Obama no Congresso, no último dia 9 de setembro. O senador republicano Joe Wilson chamou o presidente de mentiroso – ofensa grave, nunca feita durante a gestão de George W. Bush.

Os efeitos foram vários. “Joe Wilson” tornou-se o item mais procurado no Google e no Twitter. As doações (eletrônicas) migraram rapidamente para seu concorrente democrata na Carolina do Sul. A página web do senador ficou congestionada. Ainda durante o discurso de Obama, outro republicano (o líder Eric Cantor) foi flagrado pelas câmeras de televisão utilizando seu BlackBerry. Pegou muito mal.

A utilização de mensagens para celulares no Brasil é um capítulo à parte, por conta de diferenças na legislação. Marcelo Castelo, da agência F.biz, fará uma exposição logo após de Goodstein, para falar das perspectivas locais de uso.