Posts Tagged ‘estratégia’

“Brasileiros devem investir no porta em porta”, diz estrategista

17/10/2009

Em vez de esperar pelo período de 45 dias de campanha televisiva antes das eleições, os brasileiros precisam investir na estratégia do “porta em porta”. Reunir pessoas que possam ajudar a montar a lista de preferências dos eleitores. Primeiro deve resolver o problema da ausência de um banco de dados sobre o eleitorado – quanto mais robusto ele for, maiores as possibilidades de eficácia. Se partidos investirem tempo e dinheiro nisso, vão ganhar.

Essas são algumas das considerações de Peter Giangreco sobre a eleição em 2010 no Brasil. “Sem os dados dos eleitores, fazer o microtargeting será muito difícil. Vocês devem construir a base de dados. De 0 a 100, classificar quem pode ser persuadido ou não, em cada região”, afirmou, durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo, sobre o “efeito Obama”.

Ele avisa que isso leva tempo. Para chegar ao nível de detalhamento do eleitorado que garantiu a vitória do democrata, o partido gastou entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões. “Tinha equipe trabalhando só com a definição dos alvos”, conta. Fora os US$ 20 milhões em mala direta – isso só na eleição presidencial. “Mas foi um investimento com retorno”.

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Brasileiros falam da estratégia de internet para 2010

15/10/2009

Ivo Correa, do Google Brasil, prefere dizer o que teme: que políticos não tratem bem a internet como deveriam. “Que criem páginas no Facebook, no Orkut, perfis no Twitter, sem criar estratégia para isso. E que esses recursos percam por isso o crédito no curto prazo.”

Ivo foi um dos três especialistas brasileiros que falaram na segunda parte do 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo. Eles falaram logo após Ben Self, um dos quatro estrategistas que participaram da campanha de Barack Obama.

Max Petrucci, presidente da Garage, compara a estratégia dos políticos com a do mundo das marcas. Ele observa que, além de ter sido um fenômeno em relação à campanha on line, Barack Obama é considerado um fenômeno de marca.

“Como no meio empresarial, o meio político vai ser obrigado a fazer bem feito”, diz Petrucci, citando, por exemplo, a utilização das redes sociais (como o Facebook e o Orkut). “No mundo das marcas, várias que são hoje sinônimo de transparência, participação, preocupação com sustentabilidade, podem perder a liderança em dois ou três anos, pela velocidade da internet hoje. Isso vale para o meio político também.”

Sócio da Radiumsystems, Rodrigo Mesquita considera que o processo eleitoral na internet contribuirá para a articulação da sociedade civil na internet. Para que ela cobre mais dos políticos – tanto dos indivíduos como dos partidos. “Assim poderemos ter um ambiente político mais saudável, menos cínico”, afirmou.

Um resumo do que deve ser feito numa campanha, segundo Ben Self

15/10/2009

emailO objetivo nem precisa ser eleger um presidente da República. As recomendações de Ben Self, estrategista da campanha vitoriosa de Barack Obama, valem para a campanha de qualquer organização, segundo ele. Confira algumas delas, conforme exposição na abertura do 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo, um evento promovido pela George Washington University:

  1. Falar com regularidade. Não se trata só de usar o email, recomenda Self. Mas utilizá-lo com freqüência. O processo é gradual. “Toda vez que você usa o email você pode melhorar o relacionamento com aquela pessoa ou piorar”, afirma. “Não se pode chegar de uma vez para a pessoa e pedir para ela casar com você”.
  2. Seja relevante. O estrategista exibiu um vídeo de uma corrida de bicicleta, onde um corredor quase na linha de chegada levanta os braços e começa a comemorar. Cai da bicicleta. O segundo colocado vence – e o vídeo insere um rosto de John McCain no que seria o rosto do vencedor. “Milhares de pessoas se voluntariaram nos últimos dias da eleição por causa disso”, conta Ben Self.
  3. Seja autêntico. As pessoas lêem emails enviados por quem elas conhecem. Não querem receber comunicados de imprensa ou newsletters, a não ser que estejam realmente interessadas. “Emails são escritos por pessoas, não organizações”, considera o especialista. “Se não se levar isso em conta não vão abrir o email”.
  4. Seja transparente. Ben Self mostra um vídeo de divulgação de campanha feito com uma câmera em cima do computador – “a pessoa se sente participando”, diz. Um homem dá notícias sobre a campanha. “Não é um vídeo bem produzido de campanha na televisão. Mas é uma atualização”.
  5. Diminuir as barreiras. O especialista questiona o mito de que a internet seria um meio mais freqüentado por crianças e adolescentes. Aos poucos, afirma, baseado em gráficos de utilização da mídia, pessoas de todas as faixas etárias vão usando mais a internet.
  6. Aumentar as expectativas. Pedir sempre mais aos destinatários. Se ainda estão indecisos, convencê-los a votar no candidato. Depois, pedir para que sejam voluntário. Em seguida, sempre numa espécie de pirâmide do engajamento, torná-los doadores de campanha.
  7. Tudo pode ser medido. Esta seria uma das características centrais da campanha na internet. As campanhas longas de antigamente implicavam um retorno mais demorado. “On line, tudo pode ser medido. Se você vai mandar um email para 100 mil pessoas, pode enviar inicialmente para 10 mil e ver o efeito das palavras. Vai mudando aos poucos”.
  8. Vencer. “A primeira coisa a fazer é descobrir qual a paixão que a pessoa tem. As pessoas têm interesse por muita coisa. Pode ser o Barack Obama, um celular, um computador. Se não tem a paixão por aquilo, tem de desenvolver. Com a paixão, desenvolver a tecnologia on line. Então, construir o movimento. E vencer”.

O YouTube na campanha de Obama

11/10/2009

O YouTube pode substituir a televisão no caso dos comerciais de campanha? Pelo que se viu na campanha de Barack Obama à presidência, a resposta é sim.

Como se sabe, há uma diferença fundamental entre as duas mídias: o YouTube é gratuito. O consultor político americano Joe Trippi disse no fim de 2008, em um seminário em São Francisco, que os vídeos na internet foram mais efetivos que a televisão na campanha porque quem os via estava fazendo uma escolha – enquanto os telespectadores têm sua programação interrompida.

Trippi expõe números impressionantes sobre o YouTube. A campanha oficial de Obama pelo site foi vista durante 14,5 milhões de horas. Qual seria o preço disso na televisão? Nada menos que US$ 47 milhões, segundo o especialista.

Outra característica do YouTube é a exibição da palavra do próprio candidato, diante de ataques adversários. Ou discursos que possam atingi-lo. Foi este o caso dos sermões do reverendo Jeremiah Wright, ex-pastor de Obama. Em março de 2008 a rede ABC divulgou, com larga repercussão na internet, trechos radicais desses sermões que poderiam atingir a candidatura do democrata.

Diante da repercussão, Obama respondeu com um discurso de 37 minutos chamado “A More Perfect Union” (Uma união mais perfeita). Resultado: quase 8 milhões de pessoas já viram esse discurso no YouTube.

Deputados acompanham notícias do “Efeito Obama”

09/10/2009

Seis deputados federais e uma senadora, Rosalba Ciarlini (DEM-RN), já acompanham apelo Twitter as notícias sobre o seminário “Efeito Obama”, seguindo o perfil oficial do seminário. Dois deputados federais e dois vereadores (um de São Paulo e outro de Curitiba) também já estão seguindo os posts sobre o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing – a ser realizado nas próximas quinta-feira (15) e sexta-feira (16), em São Paulo.

Três dos deputados federais são do DEM: Abelardo Lupion (PR) e os jovens ACM Neto (BA) e Paulo Bornhausen (SC). Curiosamente, os três são filhos de antigas lideranças conservadoras: os falecidos Moysés Lupion e Antônio Carlos Magalhães e o presidente de honra Jorge Bornhausen. Os outros três deputados são Fernando Gabeira (PV-RJ), Paulinho da Força (PDT-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP).

Todos esses deputados são influentes em seus partidos. Um dos menos conhecidos, Lupion é expoente da bancada ruralista. Teixeira foi secretário de Habitação na gestão municipal de Marta Suplicy e faz parte da Mensagem ao Partido, chapa de oposição nas eleições internas do PT. Gabeira, ambientalista e ex-guerrilheiro, e Paulinho da Força, líder sindical, estão entre os políticos de maior evidência no PV e no PDT.

Os dois deputados estaduais que já estão seguindo o perfil @efeito_obama, no Twitter, são de Santa Catarina: o petista Jailson Lima e o peemedebista Peninha. Também estão atentos ao Twitter (e ao seminário com os estrategistas da campanha de Barack Obama) dois vereadores tucanos: o curitibano João do Suco e o paulistano Floriano Pesaro.

Quem mais estará nesta lista até quinta-feira?

Time brasileiro qualificado para falar do “Efeito Obama”

08/10/2009

É um time de vencedores. Para falar do efeito Obama em São Paulo, a George Washington University escolheu uma equipe brasileira mais do que experiente em campanhas políticas – e em jornalismo, publicidade e áreas afins. Juntos eles já trabalharam em centenas de campanhas eleitorais, faturaram dezenas de prêmios, atenderam as maiores empresas e principais políticos do país.

Todos estarão nos dias 15 e 16 no hotel Renaissance, durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, ao lado de quatro estrategistas americanos que participaram da campanha de Barack Obama à presidência. O evento é uma iniciativa da George Washingon University, com vários parceiros brasileiros.

Confira quem são os 17 brasileiros que participarão dos debates:

  • André Eppinghaus. O publicitário coordenou, no Rio, as campanhas de Sérgio Cabral (em 2002 e 2006) e de Eduardo Paes, em 2008;
  • Antônio Freitas. É da agência Master Comunicação. Coordenou diversas campanhas para prefeituras, governos e Senado;
  • Antônio Lavareda. Participou de 73 campanhas políticas. Foi consultor da Secretaria de Comunicação no governo FHC;
  • Cesar Paz. Presidente da Associação Brasileira das Agências Digitais;
  • Cila Schulman. Coordenou várias campanhas e desenvolve projeto de internet e novas mídias para a Executiva Nacional do PSDB;
  • Expedito Filho. Ganhou 15 prêmios de jornalismo como repórter dos principais jornais e revistas do país. É diretor da Máquina da Notícia em Brasília;
  • Flávio Castro. Jornalista pós-graduado em Relações Internacionais (Universidade de Bolonha), especialista em gerenciamento de crise;
  • Ivo Correa. Diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais do Google no Brasil. Trabalhou no Senado, Ministério da Justiça e Casa Civil;
  • Luiz Gonzalez. Sócio da produtora GW, uma das maiores do país, e da Campanhas, especializada em comunicação política e eleitoral;
  • Marcelo Castelo. Sócio-diretor da agência F.biz. Especialista em celulares, faz parte da Mobile Marketing Association e edita o blog MobilePedia;
  • Marcelo Simões. O publicitário trabalhou em 36 campanhas majoritárias – como as de Eduardo Duhalde (1999) e de Lula (2002);
  • Max Petrucci. Sócio-fundador da Garage. Lançou o MSN Messenger no Brasil e foi diretor de marketing da MSN, em Londres;
  • Nelson Biondi. Consultor de imagens, especialista em gestão de crises, assessorou diversos governos estaduais. Sócio da Flying Rivers;
  • Renato Pereira. Sócio da Prole Gestão de Imagem. Coordenou campanhas de Sergio Cabral e Eduardo Paes, no Rio;
  • Ricardo Kotscho. Colunista do iG e diretor da revista Brasileiros, foi secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência no governo Lula;
  • Rodrigo Mesquita. Sócio-fundador da SOS Mata Atlântica e sócio da RadiumSystems, que mantém a rede social Peabirus;
  • Rui Rodrigues. Vice-presidente da MPM Propaganda. Coordenou campanhas de José Serra, FHC e a campanha do Brasil na Fifa pela Copa de 2014.