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Os desafios da construção e manutenção da imagem pública de empresas e políticos, apresentação de Expedito Filho

20/10/2009

Expedito Filho é jornalista e diretor corporativo do Grupo Máquina, em Brasília. Em mais de 30 anos de carreira, foi repórter, repórter especial, editor e correspondente de veículos como Veja, Época, IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e rádio CBN. Ganhou mais de 15 prêmios de jornalismo ao longo da carreira, inclusive três prêmios Esso.

Saiba como foi a participação de Giangreco durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University:

Internet será fonte de notícias negativas, diz jornalista

16/10/2009

O que predominará na campanha eleitoral de 2010, em relação às novas mídias? Uma face positiva, com os candidatos utilizando as redes sociais de modo criativo? Ou uma face negativa – câmeras de celulares, por exemplo, flagrando políticos em situações desagradáveis? Para o jornalista Expedito Filho, repórter experiente em coberturas políticas e eleitorais, ambos os fenômenos devem ocorrer. “Mas a internet vai ser grande fonte de notícias negativas”, afirma. “Mais negativas do que positivas.”

Expedito foi um dos participantes de uma mesa-redonda sobre a imagem pública de empresas e políticos, durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, o seminário “Efeito Obama”, em São Paulo. Ele representou a Máquina da Notícia, que realiza a cobertura oficial do evento e assessora a George Washington University, organizadora da conferência ao lado de parceiros brasileiros.

Em relação à boataria, o jornalista acredita que haverá um processo natural de auto-regulação. Como se ocorresse em larga escala o mecanismo que rege a Wikipedia – com os postantes chegando a um denominador comum. “Os próprios internautas vão apontar os sites e blogs de maior credibilidade”, avalia. “Por exemplo: um blog que diz que o homem não foi à Lua e um que diz o contrário”.

Outra participante da mesa, Cila Schulman, considera importante avaliar como o candidato pode se defender do que acontece na internet. Ela se lembrou de um caso, na campanha de 2006, em que sua equipe utilizou o YouTube para atacar um candidato. A resposta se dava por duas outras vias (e não pela internet): a televisão e a Justiça. “Quando ele ia para a Justiça a gente comemorava”, afirmou – por conta da visibilidade que ganhavam as denúncias.

A história dos vacilos em campanha, especialmente em reta final, povoam o anedotário político. O deputado Fernando Gabeira (PV) perdeu as eleições no Rio após chamar uma vereadora de suburbana – demonstração fluminense típica de preconceito. O deslize foi parar na manchete de O Globo, recorda Flávio Castro, outro participante do debate.