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Política via celular?

11/11/2009

Scott Goodstein, um dos estrategistas da campanha de Barack Obama, é especialista no uso de celulares e abordou a atuação desta mídia na campanha política, durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University.

Para ele o desafio em atuar com a comunicação via celular na política é o alto custo do serviço de transmissão de dados. Ele também afirma que nos EUA grande parte da população não tem acesso à tecnologia 3G, o que restringe a atuação dos possíveis apoiadores do candidato.

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Kotscho: “Guerra suja já começou na blogosfera”

15/10/2009

Um dos jornalistas mais premiados do país, amigo do presidente Lula, Ricardo Kotscho já trabalhou como repórter em várias campanhas eleitorais, participou da Caravana da Cidadania e, em 2003 e 2004, foi secretário de Imprensa da Presidência da República. Ele foi o autor de algumas das melhores frases de efeito durante o segundo período do seminário “O Efeito Obama”, em São Paulo, o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, organizado pela George Washington University.

Uma delas, sobre um dos temas principais do evento, a internet. Ele disse que ela será a ‘torcida do Flamengo’, referindo-se à expressão popular sobre a torcida como termômetro da opinião pública. “A internet tornou-se a grande arena pública de debates políticos”, afirmou.

Em relação ao comportamento dos adeptos de cada pré-candidatura à presidência, Kotscho demonstrou-se crítico na campanha que, segundo ele, já começou. “A guerra suja já começou na blogosfera”, afirmou, em referência a informações distorcidas ou exageradas pelos internautas mais engajados.

Por outro lado, o jornalista considera que a internet pode servir também para a democratização – para a lisura na arrecadação de fundos. “Os candidatos podem ficar menos à mercê dos grandes financiadores, que depois sempre cobram a fatura”, disse.

Os demais participantes da mesa foram Antonio Lavareda, Luiz Gonzalez e Marcelo Simões, todos com experiência em campanhas políticas. Lavareda e Gonzalez participaram de várias campanhas do PSDB. Lavareda criticou as restrições na legislação brasileira – que, em alguns casos, diz, “beira o ridículo” (como na proibição de cenas externas na televisão). Simões exaltou a criatividade dos comerciais brasileiros, que, segundo ele, nada devem aos de Obama.

Scott Goodstein explica a campanha por celulares

14/10/2009

Entre os quatro estrategistas da campanha de Barack Obama que estarão no Brasil amanhã e sexta-feira, ele é o especialista em uso de celulares. Em entrevista ao Portal Exame, Scott Goodstein detalha como foi utilizado o recurso na corrida à presidência dos Estados Unidos. Na manhã da sexta-feira, ele fala para os participantes do 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo, promovido pela George Washington University.

Goodstein explica que nos EUA os usuários pagam para receber SMS de campanhas políticas – o que não deve acontecer no Brasil. Para divulgar o serviço, eram comprados anúncios em estádios de futebol, em dias de grandes jogos, para que os eleitores se cadastrassem.

O assunto das mensagens era definido de acordo com o perfil de cada um dos 50 estados. As mensagens eram personalizadas a partir de uma lista com temas principais. Mulheres, latinos ou negros podiam receber mensagens sobre políticas específicas.  “Em pouco tempo, alcançamos 1 milhão de pessoas”, conta o estrategista ao portal.

Ele considera que o Brasil pode aprender principalmente a forma de engajar os eleitores. “Os políticos precisam aprender que não é apenas estar no MySpace, Twitter ou Facebook, mas é necessária uma estratégia eficiente que passe por uma conversa com os eleitores, dê respostas ás suas perguntas”, diz Goodstein.

Segundo o Portal Exame, o PT negocia a contratação de Goodstein para coordenar as campanhas estaduais. A empresa do publicitário João Santana já contratou Ben Self para estruturar a campanha on line do PT para o governo federal. Goodstein diz que já houve conversas, mas não foi fechado ainda nenhum acordo.

No Senado, PT é quem tem mais seguidores no Twitter

14/10/2009

Seis senadores petistas possuem, juntos, 43% do total de seguidores no Twitter – considerando o universo de 81 senadores. São 42.890 seguidores, para os quase 100 mil perfis que seguem senadores.

O único senador do PDT no microblog é Cristovam Buarque – mas, sozinho, ele leva ao partido ao segundo lugar da lista. Em seguida vem o DEM, com 18.531 pessoas seguindo seis senadores. Depois, o PSDB, com 11.804 perfis – e cinco senadores com Twitter.

A ordem na Câmara dos Deputados é bem diferente: PV (por causa do líder Gabeira), DEM, PT, PCdoB e PSDB.

Três senadores já postaram mais de mil posts no Twitter: Paulo Paim (PT-RS), com 1.631, Delcídio Amaral (PT-MS), com 1.356, e Álvaro Dias (PSDB-PR), com 1.084.

Os dados foram organizados pela MáquinaWeb, do Grupo Máquina (agência de comunicação do seminário “Efeito Obama”), a partir da lista de políticos com Twitter atualizada pelo site Politweets. Os números são da noite do dia 13 de outubro.

Veja a lista, por partido, do número de perfis que seguem senadores no Twitter:

  1. PT (seis senadores) – 42.890
  2. PDT (um senador) – 21.609
  3. DEM (seis senadores) – 18.531
  4. PSDB (cinco senadores) – 11.804
  5. PMDB (três senadores) – 2.582
  6. PCdoB (um senador) – 1.504
  7. PR (um senador) – 183

Inclusão digital atingirá 4.245 municípios, diz Valor

13/10/2009

O jornal Valor Econômico noticia com manchete na edição desta terça-feira: “Plano de inclusão digital atingirá 4.245 municípios”.

O texto diz que o plano nacional de inclusão digital poderá ser executado em 14 meses, em 76% do território nacional. Serão beneficiados com banda larga 162 milhões de brasileiros – 87% da população.

A velocidade será de 1Mbps – superior à atual velocidade de 90% das conexões no país.

O presidente Lula tende, segundo o jornal, a ressuscitar a Telebrás para administrar a rede de banda larga.

A apresentação da proposta definitiva deverá ser no dia 9 de novembro.