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Política via celular?

11/11/2009

Scott Goodstein, um dos estrategistas da campanha de Barack Obama, é especialista no uso de celulares e abordou a atuação desta mídia na campanha política, durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing da George Washington University.

Para ele o desafio em atuar com a comunicação via celular na política é o alto custo do serviço de transmissão de dados. Ele também afirma que nos EUA grande parte da população não tem acesso à tecnologia 3G, o que restringe a atuação dos possíveis apoiadores do candidato.

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“Brasileiros devem investir no porta em porta”, diz estrategista

17/10/2009

Em vez de esperar pelo período de 45 dias de campanha televisiva antes das eleições, os brasileiros precisam investir na estratégia do “porta em porta”. Reunir pessoas que possam ajudar a montar a lista de preferências dos eleitores. Primeiro deve resolver o problema da ausência de um banco de dados sobre o eleitorado – quanto mais robusto ele for, maiores as possibilidades de eficácia. Se partidos investirem tempo e dinheiro nisso, vão ganhar.

Essas são algumas das considerações de Peter Giangreco sobre a eleição em 2010 no Brasil. “Sem os dados dos eleitores, fazer o microtargeting será muito difícil. Vocês devem construir a base de dados. De 0 a 100, classificar quem pode ser persuadido ou não, em cada região”, afirmou, durante o 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo, sobre o “efeito Obama”.

Ele avisa que isso leva tempo. Para chegar ao nível de detalhamento do eleitorado que garantiu a vitória do democrata, o partido gastou entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões. “Tinha equipe trabalhando só com a definição dos alvos”, conta. Fora os US$ 20 milhões em mala direta – isso só na eleição presidencial. “Mas foi um investimento com retorno”.

Scott Goodstein explica a campanha por celulares

14/10/2009

Entre os quatro estrategistas da campanha de Barack Obama que estarão no Brasil amanhã e sexta-feira, ele é o especialista em uso de celulares. Em entrevista ao Portal Exame, Scott Goodstein detalha como foi utilizado o recurso na corrida à presidência dos Estados Unidos. Na manhã da sexta-feira, ele fala para os participantes do 1º Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, em São Paulo, promovido pela George Washington University.

Goodstein explica que nos EUA os usuários pagam para receber SMS de campanhas políticas – o que não deve acontecer no Brasil. Para divulgar o serviço, eram comprados anúncios em estádios de futebol, em dias de grandes jogos, para que os eleitores se cadastrassem.

O assunto das mensagens era definido de acordo com o perfil de cada um dos 50 estados. As mensagens eram personalizadas a partir de uma lista com temas principais. Mulheres, latinos ou negros podiam receber mensagens sobre políticas específicas.  “Em pouco tempo, alcançamos 1 milhão de pessoas”, conta o estrategista ao portal.

Ele considera que o Brasil pode aprender principalmente a forma de engajar os eleitores. “Os políticos precisam aprender que não é apenas estar no MySpace, Twitter ou Facebook, mas é necessária uma estratégia eficiente que passe por uma conversa com os eleitores, dê respostas ás suas perguntas”, diz Goodstein.

Segundo o Portal Exame, o PT negocia a contratação de Goodstein para coordenar as campanhas estaduais. A empresa do publicitário João Santana já contratou Ben Self para estruturar a campanha on line do PT para o governo federal. Goodstein diz que já houve conversas, mas não foi fechado ainda nenhum acordo.